Entenda o Rally dos Sertões



O que é: Competição disputada em estradas de terra, com muita pedra, poeira, travessia de rios, serras, areia fofa, dunas e trilhas. O competidor não conhece o roteiro antecipadamente e usa a “planilha”, uma espécie de mapa que indica o caminho. Ele só recebe a planilha na véspera de cada largada.

A categoria moto é a mais difícil e atraente de um rali, já que piloto de moto também precisa navegar (seguir a planilha); Já carros, caminhões e UTV’s têm piloto e navegador. Ou seja, um dirige e outro vai “indicando o caminho”.

Como é: A organização bloqueia as estradas e o caminho fica “livre” para os competidores. Mas às vezes aparecem pela frente algumas carroças, animais, caminhões de leite e etc.

A largada: Ao contrário de outras corridas, onde todos largam juntos do grid, como no Superbike e Fórmula 1, no rali é diferente. Os pilotos largam um a um, com intervalos que podem variar entre 2 minutos e 30 segundos. Algumas provas, em busca de inovação, como o Dakar, já fizeram largadas com todos juntos em pleno Saara ou de dois em dois e etc.

O que é trecho especial: O trecho chamado de “especial” é aquele onde os competidores realmente podem acelerar à vontade e correm contra o relógio – cronometrado. A soma do tempo de cada dia determinará os campeões.

O que é deslocamento: Existe o deslocamento “inicial” e o “final”. O inicial é o trecho entre a cidade dormitório até o ponto da largada em uma estrada de terra. Às vezes esse deslocamento pode chegar a 100, 200 e 300 quilômetros de distância. Às vezes não há deslocamento, já que a largada pode ser na própria cidade. A chegada idem.

Exemplo de deslocamento e especial. Imagine uma etapa entre São Paulo e Rio de Janeiro. Os competidores saem da Avenida Paulista e vão até São José dos Campos pela Dutra. Devem obedecer as leis de trânsito e etc. Esse é o deslocamento inicial. A etapa especial começa em São José dos Campos, por estradas de terra (trecho cronometrado). Depois há um deslocamento final até a praia de Copacabana.

O que é etapa Maratona: Criada para dar mais “emoção” à competição, a etapa Maratona proíbe que mecânicos e equipes de apoio façam a manutenção dos veículos no final do dia – tarefa reservada aos próprios pilotos e navegadores.

Essa etapa é a mais emocionante porque os participantes precisam saber poupar os veículos, peças e etc, já que não contarão com a ajuda dos mecânicos e grandes peças de reposição.

O rali é em um circuito fechado, como um autódromo?: O rali, na maioria das vezes, é feito em linha entre uma cidade e outra. Os pilotos param e dormem cada dia em um ponto. Mas algumas provas têm o formato de laço, com largada e chegada na mesma cidade. Essa é uma das alternativas para diminuição de custos para organização e competidores, já que não são feitos deslocamentos de toda a infraestrutura.

Como é definido o campeão: O rali tem a Geral, entre todos os competidores, e várias categorias, dependendo da preparação dos carros, motos, caminhões, quadriciclos e UTVs. O campeão do rali é determinado pela soma dos tempos das etapas especiais. Quem fez todo o rali em menor tempo é o campeão.

Rally dos Sertões em números:

– A prova terá 2.608,98 quilômetros de percurso total
1.572,32 quilômetros de especiais (trechos cronometrados)
– Sete etapas e sete cidades: Goiânia, Caldas Novas e Catalão, em Goiás, e Paracatu, São Francisco, Diamantina e Belo Horizonte, em Minas Gerais
126 equipes (motos, quadris, UTVs, carros e caminhões)
198 competidores: 39 nas motos, 17 nos quadris, 42 nos UTVs, 86 nos carros e 14 nos caminhões
– Pilotos de dez países: Brasil, África do Sul, Argentina, Chile, Espanha, França, Polônia, Portugal, Reino Unido e Uruguai

Fonte: Vipcomm

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